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A buscar quietação n’este atroador silêncio de ser.

As palavras que n’este átimo emergem, estão confusas; como gotas de seiva rubra em alto mar. Estou exausta do indescritível, embora em muito eu me envolva à beatitude. Porventura eu esteja mesmo adentrando as vísceras d’uma quietação absurda, atroante, que me toma em silêncio atormentador, levando-me à esfera do terrífico nadificante e, diante d’ele, algo n’este núcleo de mim faz-se em metamorfose, como um inseto de belas asas, esvoejando no ínfimo de si, sem saber que tão logo deixará de existir, no ciclo, incorruptível ciclo, da vida. Nas minhas mãos há ausência, nenhum controle, nenhum caos. Debaixo de minhas retinas, ou à sua frente, a complexidade de ser d’este ser que pulsa no âmago meu, revela-me o que sei: Eu sou humano. Ser humano é o que posso ser, é o que me resta, é o que me rasga e me sutura. Decido, por fim, que busco; e me develo, nua, n’esta veracidade imperdoável: Eu busco, e jamais saberei o quê.

É o conviver com a angústia, é a imortalidade e a queda; é a fantasia, o desejo, o sentir, ou o não sentir; precipício que me fita n’esta anfemeridade contínua. O agora que em cada agora, já não se é efetivo. “Livre-se dos pensamentos, encontre na intuição o único sentido inda que, para haver sentido, o pensamento seja preciso; a mente é o tiro no centro da coluna vertebral e, depois, são as mãos da razão que curam o desastre e é sua cura que leva o nome de ‘ilusão’ pelos vales, ainda, deste ser que se foi obrigado a ser há tantos primevos tempos”. Lá fora, pássaros que não batem asas; aqui dentro, o silêncio tornou-se ruído vertiginoso.